
O X (antigo Twitter) estaria tomando ações contra contas que criticam Elon Musk, limitando o alcance por meio de “shadow banning“, afirmou um jornal americano.
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As informações foram divulgadas em uma reportagem do The New York Times, que relatou que três contas de esquerda que fizeram posts criticando o empresário foram secretamente sabotadas pelo site.
Segundo os administradores, o engajamento de suas contas “praticamente desapareceu da noite para o dia” desde suas interações com Musk em dezembro de 2024.
Em alguns casos, suas contas não voltaram ao normal. A queda de engajamento foi atribuída a um possível “shadow ban“, um tipo de banimento que faz com que o alcance de uma conta seja secretamente limitado pelo site.
“Isso vai contra o tipo de ambiente que ele alegou querer construir”, disse Ari Cohn, consultora jurídica líder em políticas tecnológicas do grupo de defesa Foundation for Individual Rights and Expression.
“Não fique aí se escondendo na Primeira Emenda e na liberdade de expressão e depois faça coisas assim”, ainda argumentou ela.
A administradora de outra conta de esquerda com mais de 1 milhão de seguidores relatou que costumava receber milhares de visualizações em seus posts, mas, depois de bater boca publicamente com Musk, o engajamento caiu para apenas algumas dezenas.
Anastasia Maria Loupis ainda disse que resolveu fazer um teste para confirmar suas suspeitas. Ela criou uma nova conta no X e relatou que seu engajamento era melhor do que o de sua conta já estabelecida.
“Se ele fizesse isso com contas pequenas, ninguém notaria. Mas quando ele começa a fazer isso com influenciadores realmente grandes, com milhões de seguidores, todo mundo percebe”, disse Loupis ao The New York Times.
Laura Loomer, que também sofreu uma queda no engajamento após um desentendimento com Musk, relatou o mesmo e ainda disse que teve seu status de “verificada” temporariamente removido.
“Acho errado dizer que é uma plataforma de liberdade de expressão e depois bloquear a capacidade das pessoas de monetizarem”, afirmou Loomer ao The New York Times.
Foto e vídeo: Creative Commons. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
